O padre Jonny Jordy Walz, natural de Schroeder, município da região Norte de Santa Catarina, estava prestes a celebrar uma missa em um lar de idosos em Roma, na Itália, quando soube que o Papa Francisco havia morrido. “Recebi a notícia através das notificações do Vatican News pelo meu celular”, contou em entrevista exclusiva ao ND Mais. Eram quase 10h. Mais cedo, às 8h, Jonny já havia realizado uma celebração para uma comunidade religiosa local.
Notícia chegou minutos antes da missa
Segundo o padre, o momento foi de choque. “A missa estava prestes a começar. Mesmo assim celebrei com os idosos e, somente ao final, após a bênção, dei o comunicado e, juntos, com muita emoção, rezamos por ele”. Na Itália, em 21 de abril, é comemorado o feriado civil conhecido como “Pasquetta”, a segunda-feira depois do Domingo de Páscoa. A data tinha tudo para ser mais um dia comum, mas tomou outras proporções.
“Sabíamos que o Papa Francisco estava com a saúde bastante debilitada, sobretudo, depois dos longos 38 dias de internação. Porém depois que ele recebeu alta, parecia que mesmo fragilizado, estava com o estado de saúde estabilizado”, comenta. Jonny conta que chegou a ver o pontífice na véspera do falecimento. “Ontem o vimos na tradicional bênção de Páscoa Urbi et Orbi, ao meio-dia, na sacada da Basílica de São Pedro. E, logo depois, ele passeou pela praça com o Papa móvel, saudando os fiéis. Era como uma despedida”.
Luto toma conta de Roma
A morte de Francisco pegou a comunidade de surpresa. “O sentimento das pessoas aqui em Roma é de luto, silêncio, orações, velas acesas e orfandade”, lamenta.
O padre está na capital italiana desde agosto de 2024. Enviado pela Arquidiocese de Joinville, cursa Mestrado em Psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Com a chegada dos ritos fúnebres, ele afirma que pretende acompanhar o conclave que definirá o sucessor de Jorge Mario Bergoglio.
A última prece
A despedida de Jonny a Francisco veio em forma de prece: “Descanse em paz […] obrigado por seu amor à Igreja de Jesus Cristo”.
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) emitiu um alerta para a interdição total da BR-163, no trecho localizado no km 85, em Guaraciaba, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. A interdição vai acontecer a partir desta quarta-feira (7) e se estende até sexta-feira (9), em horários específicos e afetarão os dois sentidos da rodovia.
Além disso, cinco acessos locais próximos ao trevo de entrada de Guaraciaba também serão bloqueados temporariamente durante os períodos de interrupção. Horários das interdições da BR-163
Quarta-feira (7): das 10h30 às 11h30
Quinta-feira (8): das 9h30 às 10h30 e das 14h30 às 15h30
Sexta-feira (9): das 9h30 às 10h30 e das 14h30 às 15h30
Durante os bloqueios, o tráfego será totalmente interrompido, e equipes do DNIT estarão no local para orientar os motoristas e garantir a segurança viária.
A recomendação é que os condutores redobrem a atenção à sinalização e, se possível, evitem o trecho nos horários de interdição. O DNIT informou ainda que, em caso de chuva, as operações poderão ser adiadas.
O contrato da Nurrevi (Núcleo de Recuperação e Reabilitação de Vidas), entidade que faz a gestão da Passarela da Cidadania, em Florianópolis, termina no próximo dia 31 de maio. A prefeitura anunciou que não pretende renovar o vínculo e que a nova gestão terá mudanças significativas. Conforme a administração municipal, a principal mudança será na dinâmica do atendimento: agora, o acolhido deverá ficar por um prazo máximo de 90 dias contínuos — sem direito a sair e voltar. Ainda, deverá participar de cursos profissionalizantes e comparecer a palestras. Em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis (assista abaixo), o secretário de Assistência Social do município, Bruno Souza, declarou que o modelo adotado pela Nurrevi possuía uma dinâmica que não era eficiente. “Nós entendemos que o acolhido deve ter um vínculo com a passarela ou o equipamento que o acolhe. Ele não pode ficar lá de forma indefinida. Se ele fica um ano, dois anos frequentando o mesmo local, ele não está em busca de saídas. Na verdade, ele está buscando a sua subsistência com a Passarela. É uma forma de se manter nas ruas através do dinheiro público”, afirmou Souza.
Souza também anunciou que, durante os 90 dias, a pessoa acolhida terá acompanhamento individual e deverá ter a oportunidade de voltar ao mercado de trabalho ou ser encaminhada para uma comunidade terapêutica para tratamento. “Se, depois de 90 dias, a pessoa não quiser nem o trabalho, nem o tratamento, não faz sentido nós tirarmos dinheiro da população e investir em quem não quer uma saída”, disparou o secretário.
Por fim, ele ressaltou que o acolhido passará esses 90 dias com acompanhamento e com escuta ativa feita por profissionais.
“Teremos um plano que vai ser rígido, ou seja, quem é acolhido terá que cumprir com o nosso planejamento, os nossos horários e as nossas regras. Terá que ficar dentro da passarela fazendo os cursos, ouvindo as palestras e participando das atividades. E, nesse período de 90 dias, ela terá todas as oportunidades para ser reinserida à sociedade”, concluiu Souza. Questionada pela reportagem do ND Mais, a Secretaria de Assistência Social de Florianópolis não soube informar como será feito o acompanhamento da pessoa em situação de vulnerabilidade após os 90 dias e destinação dela após o período. Tampouco foi informado se haverá ampliação da estrutura da Passarela da Cidadania. Sobre as internações em comunidades terapêuticas, a pasta comunicou que estas ocorrem “conforme a necessidade e a vontade do indivíduo, respeitando sua autonomia” e sugeriu que, “assim como qualquer família em vulnerabilidade, o usuário da passarela poderá solicitar auxílios socioassistenciais por meio do CRAS [Centro de Referência de Assistência Social]”.
Quanto ao novo modelo de gestão, a administração municipal informou que, entre os cursos profissionalizantes disponíveis, “já são oferecidos — e continuarão acontecendo — oficinas técnicas de capacitação em diversas áreas, como barbearia, marcenaria e jardinagem”.
A secretaria também destacou que o município dispõe do programa Floripa Mais Empregos, o qual realiza mutirões no Centro de Convivência Dia, localizado na Passarela da Cidadania. Segundo a prefeitura, o programa cadastrou 80 currículos na plataforma na última segunda-feira (5).
Um jovem de 20 anos foi encontrado desorientado após se intoxicar com um veneno usado para eliminar ervas daninhas, em Itaóipolis, no Planalto Norte catarinense. O caso aconteceu por volta das 16h50 de sábado (3). De acordo com os Bombeiros Voluntários de Itaiópolis, a ocorrência aconteceu na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Vila Nova. Quando a equipe chegou ao local encontrou o homem consciente, porém desorientado.
Os bombeiros constataram que a intoxicação aconteceu por meio do herbicida glifosato, utilizado em áreas agrícolas para exterminar plantas daninhas. O jovem ainda relatou aos bombeiros que estava com ânsia de vômito, tontura e dores na região abdominal. Ele foi atendido e encaminhado ao Ponto Atendimento do hospital Santo Antônio de Itaiópolis.
Não foi esclarecido como o jovem se intoxicou com o veneno, mas ele foi deixado ao cuidados da equipe médica da cidade sem risco de vida.